Como
é estranho pensar na humanidade e suas características, como por exemplo, seu poder de
adaptação. Habitamos até os lugares com as condições mais adversas do
planeta. Se esta fosse quadrada, estaríamos até nos obscuros rincões,
mas como é redonda, contentamo-nos em residir nos subsolos, nos
arranha-céus, em cima de lagos, nos oceanos, nas geleiras, e, até mesmo
fora dela: nos satélites artificiais. Esta reflexão se deu a caminho da
universidade.
É preciso se adaptar no Brasil: em Fortaleza é verão o ano todo; em Manaus chove quase todo dia; em Brasília o clima é seco; Curitiba é imprevisível, ocorre tudo ao mesmo tempo; já a cidade Rio Grande-RS não é tão frio quanto São Joaquim-SC, municipio mais frio do Brasil, mas o vento castiga igual.
Uma ventania, proveniente das massas polares, que chega com força a cidade devido a sua proximidade do mar. É necessário se acostumar e isso é engraçado. As pessoas dão nomes aos ventos para torná-los mais familiares, como se nomeia um animal doméstico ou um filho. Dar nomes e criar significados é uma extratégia típica do ser humano para se aproximar de um objeto, tentando entende-lo. Talvez isso alivie as dores do humano, as dores da dúvida que paira por não entender o processo.
O que nos castiga chama -se Minuano - um nome derivado de um grupo indígena da região. A matemática funciona neste caso, é só manter a proporcionalidade: uma toca, três blusas e duas calças.










