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Provocações





O essencial é saber ver,
mas isso, triste de nós que trazemos a alma vestida,
isso exige um estudo profundo,
aprendizagem de desaprender.

Eu prefiro despir-me do que aprendi,
eu procuro esquecer-me do modo de lembrar
que me ensinaram e raspar a tinta
com que me pintaram os sentidos,
desembrulhar-me
e ser eu.

De Fernando Pessoa.
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Minuano

Como é estranho pensar na humanidade e suas características, como por exemplo, seu poder de adaptação. Habitamos até os lugares com as condições mais adversas do planeta. Se esta fosse quadrada, estaríamos até nos obscuros rincões, mas como é redonda,  contentamo-nos em residir nos subsolos, nos arranha-céus, em cima de lagos, nos oceanos, nas geleiras, e, até mesmo fora dela: nos satélites artificiais. Esta reflexão se deu a caminho da universidade.

É preciso se adaptar no Brasil: em Fortaleza é verão o ano todo; em Manaus chove quase todo dia; em Brasília o clima é seco; Curitiba é imprevisível, ocorre tudo ao mesmo tempo; já a cidade Rio Grande-RS não é tão frio quanto São Joaquim-SC, municipio mais frio do Brasil, mas o vento castiga igual.

Uma ventania, proveniente das massas polares, que chega com força a cidade devido a sua proximidade do mar. É necessário se acostumar e isso é engraçado. As pessoas dão nomes aos ventos para torná-los mais familiares, como se nomeia um animal doméstico ou um filho.
Dar nomes e criar significados  é uma extratégia típica do ser humano para se aproximar de um objeto, tentando entende-lo. Talvez isso alivie as dores do humano, as dores da dúvida que paira por não entender o processo. 

O que nos castiga chama -se Minuano - um nome derivado de um grupo indígena da região. A matemática funciona neste caso, é só manter a proporcionalidade: uma toca, três blusas e duas calças.

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Festa de Junho

Felizmente acabou a minha sequencia de textos, que eu chamava de artigo, mas sabendo que não era. Diziam as vozes do destino que, faltava uma metodologia e uma teoria a ser seguida, não possuía uma cientificidade. Passei os incessantes dois minutos defendendo meu ponto de vista, até ceder.


Resolvi postar nesse blog para que minhas ideias não se perdessem no tempo, pois, tirando os erros de português e todo o resto que escrevi, o artigo é um colossal de revelações.


Percebam que estou sem prática na escrita, mas ainda sou um grande enrolador, tanto, que já foram dois parágrafos curtos e eu não escrevi nada. Todavia, ainda tenho uma carta na manga: falar mal dos feriados.
 
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