Protesto Pacificado

Nos anos 80 a MPB exerceu um papel fundamental como espírito de força para protestos contra os governos ditatoriais. Para combater estes artistas foram exilados do Brasil pela lei de anistia.

Os anos se passaram, as máscaras de liberdade ressurgiram e com elas o Hip-hop, uma cultura que amparava as pessoas marginalizadas. Poesias cantadas em batidas pesadas caracterizavam o Rap que a princípio foi ignorado pelo sistema e ganhou força.

Para enfraquecer o movimento o Rap foi transformado em um produto como os demais estilos musicais. É comum ouvir em rádios músicas eletrônicas sendo chamadas de Hip-hop; o cantor que tanto criticou as novelas e as grandes emissoras de massa hoje trabalha nela. O Rapper que se dizia o pensador perde a postura e lança musica Pinp sempre preocupado com a aceitação do público. O estilo Free Style vira rima sem compromisso embalado pelo underground que é mais uma tendência americana. Até mesmo o grupo mais conhecido do Brasil compra a ideia e após dez anos sem fazer música volta com um CD de balada sem nenhum compromisso com o social.  

Apesar de que artista tem família e precisa de uma boa remuneração para se sustentar e ter uma ótima qualidade de vida é possível ter sucesso, respeito, dignidade e dinheiro sem se sujeitar ao que é proposto. Um bom exemplo é o cantor de MPB Lenine.

Torna-se preocupante quando influências e tendências padronizam culturas, esta é uma das consequências da globalização que não pode ser aceita.

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