Os anos se passaram, as máscaras de liberdade ressurgiram e com elas o Hip-hop, uma cultura que amparava as pessoas marginalizadas. Poesias cantadas em batidas pesadas caracterizavam o Rap que a princípio foi ignorado pelo sistema e ganhou força.
Para enfraquecer o movimento o Rap foi transformado em um produto como os demais estilos musicais. É comum ouvir em rádios músicas eletrônicas sendo chamadas de Hip-hop; o cantor que tanto criticou as novelas e as grandes emissoras de massa hoje trabalha nela. O Rapper que se dizia o pensador perde a postura e lança musica Pinp sempre preocupado com a aceitação do público. O estilo Free Style vira rima sem compromisso embalado pelo underground que é mais uma tendência americana. Até mesmo o grupo mais conhecido do Brasil compra a ideia e após dez anos sem fazer música volta com um CD de balada sem nenhum compromisso com o social.
Apesar de que artista tem família e precisa de uma boa remuneração para se sustentar e ter uma ótima qualidade de vida é possível ter sucesso, respeito, dignidade e dinheiro sem se sujeitar ao que é proposto. Um bom exemplo é o cantor de MPB Lenine.
Torna-se preocupante quando influências e tendências padronizam culturas, esta é uma das consequências da globalização que não pode ser aceita.
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