Uma Breve reflexão sobre o ofício



Um dos maiores passou que a humanidade já realizou, possivelmente, foi o aprendizado baseado no ontem. A memorização do passado - a história – possibilitou o armazenamento de experiências, tanto boas como ruins, que ensinaram o humano a lidar com situações similares (parecidas) a de outros períodos. A história ao longo do tempo ganhou credibilidade, avançando do campo das “experiências de vida” dos primórdios para a História Ciência do século XIX. A história enquanto ciência do conhecimento humano possibilitou um aporte teórico para os demais campos do conhecimento, como a matemática, química e biologia. Ela também se legitimou por si mesma, ou seja, como estudo do homem no transcurso do tempo.

A humanidade nem sempre teve os mesmos conceitos sobre a história. As palavras como subjetividade, metodologia, fonte, homem, tempo e espaço nem sempre fizeram parte do dicionário de um historiador. O ponto de partida que fundamenta a História que temos hoje, surgiu quando os historiadores passaram a ter um olhar crítico sobre a sua produção, ou seja, um olhar sobre si. Isto possibilitou entender que uma sociedade não é a medida de todas as outras. Portanto, é a diferença que destaca um povo e o papel do historiador é compreende -las.

O sujeito ao afirmar que tudo é igual, que sempre foi assim está assassinando a História. O papel do historiador é o oposto deste: um ser aberto ao mundo, apenas comprometido com sua ética e com seu ofício. O dever dele é manter a história viva através de seu romance com o passado. Entender o mundo é o primeiro passo para transforma-lo. O historiador/Professor é o é uma das ferramentas mais poderosas na transformação da sociedade. Como diz o finado Hobsbawn, o historiador é o cara chato que lembra o que a maioria das pessoas esquece.

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