Mão na Roda


A maioria das pessoas conhecem o fardo que é ser um cadeirante, pois ainda existem falta de adaptações nas grandes e médias cidades, para locais públicos e privados; isto já foi documentado em vário filmes, novelas, livros ou muitas vezes conhecemos pessoas que tem estas guerras travadas no dia-a- dia, seja por um meio fio sem rebaixamento ou um ônibus sem rampa. Contudo existe um aspecto que ainda não é lembrado: A acessibilidade financeira.
Um cadeirante amigo meu, comentou sobre o valor das cadeiras de rodas. Pasmem, elas chegam a custar o valor de um carro semi-novo ou uma moto potente. Andei olhando em alguns sites e a cadeira mais simples nacional para o cotidiano custa certa de R$ 1100,00. Agora se você quiser uma basatante confortável, como o da Luciana (da novela viver a vida) trate de desembolsar cerca de R$ 6150,00.Lembre-se, que estamos falando por enquanto de cadeiras sem motor, pois uma com estas qualidades, custam mais de R$ 7000,00 e elas não encaram qualquer terreno, ou seja, se você quiser ter uma motorizada precisa ter uma convencional também.

As empresas nacionais que fabricam este meio de locomoção recebem incentivos fiscais, o que possibilitaria a redução do custo do produto final, mas parece que algo está errado, pois o valor da cadeira é exorbitante. Será que a matéria prima é cara? Acho que não, pois o Brasil é abundante em quase todos os tipos de metais, inclusive o nióbio, que é usado na fabricação dos carros da Formula 1 a ônibus espaciais; Então a mão de obra é cara? Não neste país e afinal, estamos falando de cadeiras nacionais; As empresas que fabricam precisam ter um alto lucro em cada cadeira, porque a demanda é pequena? Não, existem mais de 1 milhão e cem mil cadeirantes aqui, portanto a demanda é bastante grande, sem contar que estas empresas exportam o que fabricam, mas na parte do alto lucro está certo acho eu, pois é a única explicação que encontrei para o valor abusivo.

Também é cômico o desconto para compra de veículos, visto que, por mais que o valor final do carro chegue a diminuir 30%,  é praticamente impossível um cadeirante ter poder aquisitivo para este tipo compra. A maioria das pessoas, que sofrem danos físicos e ficam cadeirantes durante a infância, desistem da escola por falta de estrutura, assim não conseguem uma boa rende para uma melhor qualidade de vida. Já os que consegue comprar, levam mais de 90 dias para a isenção de IPI, IOF e ICM, passando por várias perícias e burocracias, dificilmente conseguindo abatimento em todos os impostos. Tal dificuldade é vista na quantidade de carros adaptados circulando no país, que são pouco mais de 12 mil automóveis, numero insignificativo comparado com o numero de deficientes físicos.

Não precisa ser exposto todas as outras questões que envolvem assessibilidade, para vermos que não somos tão democráticos como pensamos.

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